A compostagem doméstica é considerada um tipo de reciclagem do “lixo” orgânico que é realizada na própria residência. A compostagem trata-se de um processo natural na qual micro-organismos como fungos e bactérias, são responsáveis pela degradação da matéria orgânica, transformando-a em adubo.

A composteira é o local ou a estrutura própria para o depósito e a compostagem do material orgânico e pode assumir diversos formatos e tamanhos – dependendo do volume de matéria orgânica e do espaço disponível para tal finalidade.

Uma boa alternativa que pode ser utilizada na sua casa ou apartamento é composta por uma tampa e três ou mais caixas ou baldinhos empilháveis de plástico. A quantidade de caixas e sua dimensão depende da demanda familiar, sendo as duas que ficam no topo, as chamadas de caixas digestoras, com furos no fundo (é nelas em que acontece toda a “mágica” e os furos são exclusivamente voltados para a migração das minhocas quando as mesmas estão presentes na caixa e para o escoamento do líquido); há também uma caixa coletora, a base, que serve para armazenar o chorume produzido no processo. É um método prático e simples de se fazer compostagem doméstica do lixo orgânico. (Assista o Tutorial: Como fazer uma composteira doméstica).

O produto gerado neste processo de degradação da matéria orgânica é um material estável e rico em nutrientes minerais chamado de composto orgânico. A compostagem também gera um adubo líquido natural (biofertilizante) além do adubo sólido. O biofertilizante é gerado durante o processo de transformação do resíduo orgânico e se deposita na caixa coletora, que é a caixa localizada na base da estrutura da composteira. É considerado um ótimo material para a pulverização nas plantas.

Todo esse resíduo orgânico gerado diariamente por cada indivíduo, quando descartado em aterros e lixões, junto com materiais tóxicos como pilhas e remédios, acabam produzindo efluentes que contaminam solos, lençóis freáticos e a atmosfera, agravando a qualidade de vida. Além de ocuparem uma grande quantidade de espaços, os resíduos sem tratamento acabam produzindo gás metano, que é cerca de 25 vezes mais prejudicial para o efeito estufa do que o gás carbônico.

Então, se você tem um espacinho em casa ou no seu apartamento, quem sabe você adota essa prática? 🙂


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